domingo, 12 de julho de 2015

Continuando com Stanislavski:


Está escrito abaixo, o que divide os atores de verdade dos amadores na visão de Stanislavski.
Quem é preguiçoso e muito vaidoso irá odiar, ou não ler. Já que o ator preguiçoso tem vaidade o suficiente para achar que nunca deve estudar.


Mas para quem quer ser um ator de verdade digo-vos: vocês já moram no meu coração.

Abaixo, o que nosso lindo Stan diz:

Atitude amadorística: o pior inimigo do progresso é o preconceito; trata-se de um sentimento que inibe os avanços e bloqueia os caminhos que levam aos mesmos. Em nossa arte, um exemplo de tais preconceitos é o ponto de vista que defende uma atitude amadorística por parte de um ator, com relação ao seu trabalho.

Não pode existir arte alguma sem virtuosismo, prática e técnica, tanto mais necessários quanto maior for o talento.

Os amadores rejeitam a técnica, numa atitude que não reflete suas convicções conscientes, mas sim e tão-somente uma preguiça desenfreada.

É preciso ser um grande artista para expressar as paixões e os sentimentos elevados - o ator cuja força e técnica sejam extraordinárias. Sem estas, um ator é incapaz de transmitir as esperanças e sofrimentos do homem.

A falta de entendimento e instrução dá um caráter de amadorismo à nossa arte.

Sem um completo e profundo domínio de sua arte, um ator é incapaz de transmitir ao espectador tanto a concepção e o tema quanto o conteúdo vivo de qualquer peça.

Um verdadeiro artista deve levar uma vida plena, interessante, diversificada e estimulante. Deve estar informado não somente do que se passa nas grandes cidades, mas também nas pequenas, nos vilarejos distantes, nos grandes centros culturais do mundo.
Deve estudar a vida e a psicologia do povo em meio ao qual vive, bem como de diferentes segmentos da população de seu país e do exterior.

Para chegar ao apogeu da fama, um ator precisa de algo mais do que apenas seu talento artístico: ele deve ser, também, um ser humano ideal, capaz de avaliar as questões fundamentais de sua época e de entender o valor representado pela cultura na vida de seu povo, bem como refletir as inquietações do espírito de seus contemporâneos.



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