terça-feira, 5 de maio de 2015

Sobre Ação, linha de ação física, Ação Interna e Ação Externa segundo Stanislavski.



Mas o que seria a linha de ação contínua?
As ações criam a vida física de um papel. Existem a ação interior, a ação exterior e essa linha de ação contínua. A ação externa não existe sem a ação interna. O que é a Ação, já está explicado na nossa fan Page, mas vamos só relembrar que, em cena, é necessário agir, externa ou internamente, e todas as ações irão te levar a um objetivo.
No teatro, tudo deve ter uma justificativa interior, que também é lógica, coerente e principalmente tem que ser verdadeira. Toda pessoa que enlouquece em cena, ou faz um escândalo, imagine na vida real: há um grande momento de emoção ali. E essas emoções vão ocorrendo, e ações vão acontecendo uma após a outra até dar o grande final da peça, ou o grande objetivo de algum personagem ser concretizado.
No filme Lisbela, meus queridos, um dos filmes que deram muito certo depois do Auto da Compadecida, vocês irão ver que não só a Lisbela mas os outros atores da trama como o Marco Nanini, que é um dos maiores gênios deste filme e da nossa tv brasileira, exercem uma linha de ação contínua primorosa. Ele tem sua trajetória de ações extremamente clara, bem feita, e bem focada. Em nenhum momento você vê esse grandessíssimo ator se desconcentrar.  Tudo neste filme é completamente bem planejado e perfeitamente executado.


No filme “Walk the line”, Johnny Cash começa o filme com um objetivo, formar a banda e ter sucesso. Ele vê a June adulta e desde a primeira vez, você vê que ele tem agora dois grandes objetivos: Ter sucesso com sua banda e ficar com a June. Assistam o filme  e todas as ações que ele faz, é para a banda (e conseqüências de ter uma banda) e para a June.


Não há ações físicas dissociadas de algum desejo, de algum esforço voltado para alguma coisa, de algum objetivo, sem que se sinta, interiormente, algo que as justifique; não há uma única situação imaginária que não contenha um certo grau de ação ou pensamento; nenhuma ação física deve ser criada sem que se acredite em sua realidade, e consequentemente, sem que haja um senso de autenticidade. Tudo isso afeta a estreita ligação entre a ação física e todos os estados emocionais que chamamos também de estado interior de criação.

Então, a linha de ação contínua é absolutamente, todas as ações do personagem até ele conseguir o que ele quer no final da peça de teatro. E eu preciso acreditar nas ações como ator, que é isso que vai tornar o final tão importante para você e para o espectador que é a pessoa que te assiste no Teatro.

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